Direção Nacional

A Polícia Judiciária, através do Departamento de Investigação Criminal de Braga, deteve, ontem, fora de flagrante delito, a presumível autora de crime de burla qualificada e falsificação de documento, ocorridos em outubro de 2025, com vantagens financeiras na ordem das centenas de milhares de euros.

Através da utilização das redes sociais, a mulher desenvolveu um esquema em que mantinha relações afetivas com homens de idade avançada, sem nunca revelar a sua verdadeira identidade.

Descrevia-se como uma mulher de elevado estrato social, com a profissão de arquiteta e exibia aparentes sinais exteriores de riqueza.

A mulher acabava por iniciar conversa nas redes sociais e, depois, convencia as vítimas para se encontrarem pessoalmente, sobretudo na zona do Porto, onde residia.

Após alguns contactos e promovendo aproximação afetiva, instalava-se na casa das vítimas, fazendo vida conjugal durante algumas semanas.

Conquistando a confiança das mesmas, referia desenvolver a sua atividade profissional no ramo imobiliário, e ter conhecimentos em Lisboa, a partir dos quais, com a aquisição de imóveis, poderiam obter lucros, recorrendo a documentos falsos.

Para o efeito, as vítimas teriam que levantar dinheiro, por forma a realizar a transação dos imóveis.

Uma vez na posse das verbas, a mulher convencia as vítimas a entregar tais valores, abandonando de seguida o lar e refugiando-se em paradeiro incerto.

A detida, de 57 anos, já cumpriu pena de prisão por crimes da mesma natureza.

Será hoje presente à autoridade judiciária para primeiro interrogatório e aplicação de medidas de coação.

O inquérito é titulado pelo DIAP de Ponte de Lima.

A investigação prossegue no sentido de apurar a existência de mais vítimas e outras práticas análogas.

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