A Polícia Judiciária, através da Diretoria do Sul, deteve, ontem, em Beja, um homem de 62 anos, fortemente indiciado de posse de arma proibida e burla qualificada, com um proveito ilícito de 70 mil euros.
O homem foi detido em flagrante delito no decurso de diligências desenvolvidas no âmbito de uma investigação por crime de burla qualificada agravada, na qual é suspeito de, em conjunto com outra pessoa, ter-se apropriado da referida quantia em dinheiro que serviria para pagamento de um negócio imobiliário fictício.
A detenção em flagrante delito ocorre na sequência do suspeito se encontrar na posse de duas armas de fogo e dezenas de munições, sobre as quais não é detentor de qualquer licença ou registo.
A vítima foi aliciada para adquirir um “imóvel de um Banco” localizado em Sevilha, Espanha, designadamente um armazém, tendo inclusive sido levada a visitar o suposto imóvel.
Ali chegados os autores acabaram por simular a impossibilidade de abrir o espaço, alegando que a chave não estaria a funcionar por a fechadura estar estragada.
Os autores convenceram ainda a vítima a transportar 70 mil euros para seguirem até ao suposto Banco onde o negócio seria concretizado.
Segundo os autores, para constar como “comprador preferencial”, a vítima teria de abrir uma conta bancária e efetuar um depósito necessariamente em numerário.
No momento em que se deslocavam até ao “Banco”, os autores conseguiram simular a colocação do montante numa mala, apropriando-se da quantia e desaparecendo do local.
Além da apreensão das armas e munições foi também apreendida uma viatura de valor consideravelmente elevado, adquirida após os factos e presumivelmente com parte do produto do crime, e ainda diversos objetos fortemente indiciadores da prática reiterada destes crimes.
As diligências envolveram a realização de diversas buscas domiciliárias e não domiciliárias e contaram com a colaboração da PSP de Beja.
O detido será presente às autoridades judiciárias para efeitos de primeiro interrogatório judicial de arguido detido e aplicação de medidas de coação.
O inquérito é dirigido pelo DIAP de Faro, em Vila Real de Santo António.