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Detido pela PJ por incitamento ao ódio e violência é acusado

A Polícia Judiciária, através da Unidade Nacional de Contraterrorismo, desenvolveu uma investigação, no âmbito de inquérito titulado pelo DIAP de Lisboa, que levou à acusação de um homem de 30 anos, pela prática dos crimes de discriminação e incitamento ao ódio e à violência, instigação pública à prática de homicídio, apologia pública de crime, gravações ilícitas e detenção de arma proibida, por ter difundido nas redes sociais uma publicação na qual incitava à violência contra um grupo de pessoas de nacionalidade estrangeira.

Numa das publicações, o homem, atualmente já em liberdade, oferecia, como recompensa, um apartamento no centro de Lisboa a quem realizasse um massacre e exterminasse determinados cidadãos estrangeiros e, ainda, um bónus adicional de 100 mil euros a quem atentasse contra a vida de uma jornalista brasileira que trabalha em Portugal.

A divulgação da referida publicação tornou-se viral, com enorme repercussão e alarme social, afetando gravemente o sentimento de tranquilidade, de segurança e de paz pública, gerando a indignação e o repúdio em vários quadrantes.

Ao arguido, com antecedentes policiais por crimes de discriminação e incitamento ao ódio e à violência e com um elevado conhecimento no âmbito da segurança digital, foram-lhe apreendidos vastos elementos probatórios, designadamente, um elevado acervo de prova digital relativo ao seu radicalismo ideológico.

Cumpre realçar que a PJ desenvolve uma atividade permanente e sistemática na deteção, prevenção e combate aos designados “crimes de ódio”.