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Burlão dos “Euros negros ou marcados” extraditado para Portugal

A Polícia Judiciária, através da Diretoria de Lisboa e Vale do Tejo e da Unidade de Cooperação Internacional, procedeu à extradição, do Senegal para Portugal, de um homem de 59 anos, suspeito da prática do crime de burla qualificada, vulgarmente designada de “euros negros ou marcados”.

Os factos que levaram à detenção e extradição do suspeito remontam a janeiro e junho de 2022, numa altura em que o mesmo se encontrava em liberdade condicional, na sequência do cumprimento de pena de prisão por condenação pela prática de crimes idênticos, pelo menos desde 2017.

Passando-se por diplomata de um país africano, o suspeito, aliciou as vítimas a entregar-lhe bens e dinheiro no montante de 57 mil euros, recebendo dele em troca maços de notas de 50 euros com marcas que totalizavam quantias superiores, que deveriam ser limpas com uma solução à base de lixívia.

Depois de efetuarem os procedimentos de limpeza mencionados pelo suspeito, os lesados vieram a constatar que as marcas não saíam e que as notas eram falsas.

O homem, que sabia ser procurado pelas autoridades portuguesas, encontrava-se foragido de Portugal, desde 2022, tendo sido detido pelas autoridades senegalesas, na sequência da emissão de mandado de detenção internacional emitido pelas competentes autoridades judiciárias portuguesas.

Na sequência da extradição, o suspeito foi prontamente presente a primeiro interrogatório judicial de arguido detido, tendo-lhe sido aplicada a medida de coação de prisão preventiva.